Minas não é pobre. Minas está travada.
Eu acordo às 4h30. Virou hábito na época em que cursava economia de manhã, descarregava caminhão na fábrica do meu pai à tarde e dava aula de inglês à noite.
Aprendi ali uma coisa que a política mineira esqueceu: resultado se entrega, se mede e se cobra. Não se anuncia.
O dinheiro que deveria virar remédio no posto, viatura na rua e escola de verdade fica preso numa máquina desenhada para criar dificuldade e vender facilidade. Quem produz é tratado como suspeito. Quem trabalha paga a conta e quem vive de carimbo continua no lugar de sempre, governo após governo.
Eu conheço essa máquina por dentro. Passei oito anos sentando com ela para destravar pauta do setor produtivo e vi de perto o medo de decidir, o cabide de emprego e a covardia que faz estrada acabar e ponte cair.
Quando assumi a FIEMG, fiz o contrário. No primeiro dia cancelei R$ 100 milhões em contratos suspeitos, demiti apadrinhado com sobrenome importante e cortei 97% da despesa do meu próprio gabinete. Meu telefone tocou a semana inteira. Não atendi pedido de ninguém.
O resultado está em número e está em gente: o Sistema saiu do vermelho e passou a investir R$ 1,4 bilhão em escola, laboratório e tecnologia. O SESI e o SENAI foram de 60 mil para cerca de 300 mil alunos, 120 mil deles sem pagar nada. Nove das dez melhores escolas SESI do Brasil estão em Minas.
Eu não vim prometer o que nunca fiz, vim fazer no Estado o que já fiz na indústria.